Suspiros Na Solidão
Não sei quantos suspiros restam,
Quantas passadas sem tormento,
Infindáveis olhares de lamento,
Apenas sei que tais bastam.
Não navego sem rumo,digo!
A mentira atraiçoa-me,sei!
Seria eu banal Rei
Se não mantivesse o que persigo.
Não será mentiroso o fado?
É verdadeiro como o bandido
Cuja sombra persegue moribundo
Sem percepção do seu jazigo.
Não me lamento,
É tarde demais!
Levanto-me d´outrora sem benção,
Cansado demais para pedir perdão,
Sei bem onde estou,
Onde vou,
O tempo é veloz,não parou.
Pararei eu quando a chama findar,
Entregue somente a meu perecer,
Onde, olharei ultimamente o mar
Esquecendo assim todo o meu viver.
Ruy Romão
2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário