Cobicada,aliciada pela calma,
Pela paz que la de longe aguardava,
Confesso uma vontade consciente,amargurada
De me levar pela cedencia cobarde,
Contudo,nao o fui,agora e talvez tarde
Para voltar a um momento onde ja nao pertenco,
Uma realidade que ainda sinto mas ja nao mereco.
Foi talvez a mais vibrante forma de me saber vivo
E mais que mortal,animal cativo
Desta forma que sou e nao abdico,
Ainda assim,tomado de bravura,claudico
Foi neste cansaco que a vil me tentou tomar,
Ai como faz tremer essa vontade de te amar,
No meu egoismo solto-me de ti,nao te quero,ainda
Sei-o a cada minuto,que o meu folego finda,
Mas o meu sorriso permanece,
O meu espirito nao esmorece
E a minha hora vem longe,nao cedo portanto
Quando me tentas abrigar no teu manto.
Ruy Romao
24/08/11
