Contemplo o desconhecido em silêncio
Com olhar puramente onírico,
Sobre a verdade inalcançável repouso,
Medito e nada me prometo,
Dou-me com verdade, com ela ouso
Abrigar-me na sensatez que m´abraça.
É olhar nobre este que aprecio,
Embriaga, confunde num desnorteio
Que rasga a Alma e dá cor ao tímido rosto da ilusão,
Não é promessa, apenas inocência pura
Que amanhece em espírito nobre.
Contorno a luz que m´ofusca
Tentando em vão dar razão ao inatingível,
É templo longínquo de portas cerradas,
Não sei onde fica, esqueci-me do caminho
Que jamais mostraste,
É com esta memória que percorro uma senda
Carregada de justeza
E despida de mentira.
Ruy Romão
terça-feira, 13 de abril de 2010
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