Contemplo o desconhecido em silêncio
Com olhar puramente onírico,
Sobre a verdade inalcançável repouso,
Medito e nada me prometo,
Dou-me com verdade, com ela ouso
Abrigar-me na sensatez que m´abraça.
É olhar nobre este que aprecio,
Embriaga, confunde num desnorteio
Que rasga a Alma e dá cor ao tímido rosto da ilusão,
Não é promessa, apenas inocência pura
Que amanhece em espírito nobre.
Contorno a luz que m´ofusca
Tentando em vão dar razão ao inatingível,
É templo longínquo de portas cerradas,
Não sei onde fica, esqueci-me do caminho
Que jamais mostraste,
É com esta memória que percorro uma senda
Carregada de justeza
E despida de mentira.
Ruy Romão
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Pensamento
Do amor quero distância
E amar, sua proximidade,
Afasto-me para não morrer
Ansiando minha liberdade.
A voz da razão crucifica,
Leva-me ao infinito martírio,
Onde sou o que nunca fui,
Prostrado contra minha sombra
Dou-me,entrego-me e talvez me confesse,
Crente ou não,
O importante não transparece
Nas chagas que me perseguem,
Tais não têm Alma,
Rostos sim, revejo-os sem mim
Sem mágoa, navegando no absoluto,
São imagens, nada mais,
Pensares longínquos que não foram,
Eu também não fui,
Não quis,não consegui
Ser a razão de uma vida
Nem a vontade d´uma morte.
Ruy Romão
2010
E amar, sua proximidade,
Afasto-me para não morrer
Ansiando minha liberdade.
A voz da razão crucifica,
Leva-me ao infinito martírio,
Onde sou o que nunca fui,
Prostrado contra minha sombra
Dou-me,entrego-me e talvez me confesse,
Crente ou não,
O importante não transparece
Nas chagas que me perseguem,
Tais não têm Alma,
Rostos sim, revejo-os sem mim
Sem mágoa, navegando no absoluto,
São imagens, nada mais,
Pensares longínquos que não foram,
Eu também não fui,
Não quis,não consegui
Ser a razão de uma vida
Nem a vontade d´uma morte.
Ruy Romão
2010
Suspiros Na Solidão
Suspiros Na Solidão
Não sei quantos suspiros restam,
Quantas passadas sem tormento,
Infindáveis olhares de lamento,
Apenas sei que tais bastam.
Não navego sem rumo,digo!
A mentira atraiçoa-me,sei!
Seria eu banal Rei
Se não mantivesse o que persigo.
Não será mentiroso o fado?
É verdadeiro como o bandido
Cuja sombra persegue moribundo
Sem percepção do seu jazigo.
Não me lamento,
É tarde demais!
Levanto-me d´outrora sem benção,
Cansado demais para pedir perdão,
Sei bem onde estou,
Onde vou,
O tempo é veloz,não parou.
Pararei eu quando a chama findar,
Entregue somente a meu perecer,
Onde, olharei ultimamente o mar
Esquecendo assim todo o meu viver.
Ruy Romão
2010
Não sei quantos suspiros restam,
Quantas passadas sem tormento,
Infindáveis olhares de lamento,
Apenas sei que tais bastam.
Não navego sem rumo,digo!
A mentira atraiçoa-me,sei!
Seria eu banal Rei
Se não mantivesse o que persigo.
Não será mentiroso o fado?
É verdadeiro como o bandido
Cuja sombra persegue moribundo
Sem percepção do seu jazigo.
Não me lamento,
É tarde demais!
Levanto-me d´outrora sem benção,
Cansado demais para pedir perdão,
Sei bem onde estou,
Onde vou,
O tempo é veloz,não parou.
Pararei eu quando a chama findar,
Entregue somente a meu perecer,
Onde, olharei ultimamente o mar
Esquecendo assim todo o meu viver.
Ruy Romão
2010
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